segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Castlevania: Lords of Shadow para Xbox 360 e PS3

Data de lançamento: 05, Out, 2010
Já faz um bom tempo que os fãs de Castlevania vêm esperando por um título digno da franquia, que seja tão bom como o considerado melhor game da série, Symphony of the Night. Mas, ao que tudo indica, a espera acabou, Castlevania Lords of Shadow promete ser o ressurgimento triunfal da franquia, não no clássico 2D, mas nos tempos modernos, sem deixar de lado o “ar” de um Castlevania, mesmo com mudanças radicais. 


Muitos dizem ser somente uma cópia de God of War, de fato o sistema de combate(combos, esquivas, agarramentos) é muito semelhante ao épico de ação, mas pensando bem, isso é ruim por acaso? A jogabilidade parece ser bem leve e fluída, como em GoW. Além disso, haverá puzzles, um estilo plataforma parecido com Uncharted (pelo menos é o que diz Dave Cox - diretor do game) e o tradicional “quê” de RPG, onde se ganha pontos de EXP ao destruir os inimigos e, com isso, é possível adquirir novos golpes. 
Em relação a trama do jogo, Gabriel (salvo engano, é o nome do anjo que é o braço direito de Deus não é?) é membro da Irmandade da Luz, que luta contra os Senhores das Sombras para proteger o mundo.Mas ao ter sua esposa (Marie) assassinada por um deles e tendo sua alma aprisionada, ficando nem viva e nem morta, ele parte em uma jornada pessoal em busca de um possível meio de ressuscitá-la (ao que tudo indica, é a misteriosa máscara mostrada nos trailers) e para salvar o mundo. A história pode parecer meio clichê, mas já deu para notar que o game é bastante envolvente, muito em conta da trilha sonora (bem feita) e da ambientação (destaque para a direção de arte), além de um aspecto cinematográfico muito empolgante (Kojima aí?). 
“Castlevania: Lords of Shadow” aparece nesta nova geração com gráficos de ponta e oferecendo diversos tipos de caminhos para serem explorados. O jogador irá se deparar com inimigos, desferindo combos e sendo a todo o momento desafiado pela inteligência artificial dos oponentes. A atmosfera do novo game nos leva a uma espécie de “God of War” e “Prince of Persia” com todo o clima mórbido da série “Castlevania”. 




Entre as armas, estarão presentes as clássicas adagas, machados e ainda água benta, que poderão ser utilizadas juntamente com os assessórios principais do personagem, que incluem uma corrente. A corrente ainda, além de servir como ataque, também será de muita utilidade no ato de explorar cenários, resolver quebra-cabeças e escalar. 

“Castlevania” conta a história de uma família peculiar, os Belmont. Esta família decidiu seguir uma profissão: a de caçadores. Porém, não caçadores comuns, mas sim pessoas que estão no encalço de ninguém menos do que o Conde Drácula. Na história, a cada 100 anos o vampiresco levanta do túmulo, ressuscitando, para assim um dos membros da família caçá-lo e enviar ele de volta ao seu túmulo. Como o Vampirão é imortal, há um descanso de 100 anos até que ele retorne. 


A série em si é parcialmente baseada no conto original de Bram Stoker, Drácula. Com isso, há até um dos jogos, “Castlevania: Bloodlines”, que se passa logo após os fatos ocorridos no romance. Existe uma especulação de que Quincey Morris, um dos personagens do romance, é descendente da família Belmont.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Lara Croft and The Guardian of Light para Xbox 360, PS3 e PC

Data de lançamento: 28, Set, 2010
A Crystal Dynamics deu-lhe a volta (soube dar-lhe, isto é, perceber como fabricar em pleno para as plataformas virtuais), não à famigerada protagonista, tendo até apostado nela como rótulo de um título que, por paradoxal que possa parecer, não a vê aqui traduzida na plenitude daqueles atributos que normalmente deixam em alvoroço as hormonas de imberbes jovens. Seria difícil batizar este jogo como sendo Tomb Raider na verdadeira acepção da palavra, como aquele que veio ao mundo no decurso da década de noventa. Este Guardian of Light conta as aventuras de Lara Croft sob um outro prisma, sob outra perspectiva e enquadramento da ação e exploração – condimentos imprescindíveis – sem sair da “guideline” que tem marcado as mais recentes aventuras da intrépida exploradora.

Há de tudo que a série conseguiu oferecer de bom nos últimos tempos. Quebra-cabeças e problemas para resolver, labirintos, mecanismos que uma vez mexidos operam grandes modificações no cenário e abrem saídas, armas de fogo em grande quantidade, T-Rex – "nice" -, granadas. Em suma, Lara Croft continua a dar o que pensar: quem conhece a série dá logo de caras que ela não perdeu o jeito, poderá estar diferente por não fazer alguns movimentos que ficaram patenteados como percorrer uma parede pendurada pelos dedos e mais algumas coisas que as aventuras tridimensionais possibilitam. Mas está lá quase tudo o que é preciso para funcionar bem num jogo de plataformas e até com algumas novidades como ganchos e cordas para escalar altas paredes e uma lança colossal que espeta em pedra e permite à heroína alcançar pátios e zonas cimeiras.

É certo que mal percorrem a opção para descarregar o jogo vão precisar de apreciável espaço livre no vosso disco. 2 gigas não é muito habitual para um jogo XBLA. Pode ter sido por aí que a Crystal Dynamics conseguiu forjar o sucesso que é, no final de contas, este jogo. Uma surpresa até. Uns quatro ou cinco anos atrás até arriscariam incluí-lo numa caixa de suporte DVD e anexar-lhe um manual. Lara Croft não está tão mamalhuda como da última vez que a vimos. Vê-la percorrer catacumbas e templos à superfície devolve toda uma sensação de familiaridade, só que desta vez é mais fácil confundi-la com os heróis masculinos dos jogos de ação em perspectiva isométrica.

Aqueles ratos!

Talvez por este jogo denunciar uma propensão maior para a ação, ainda que deliciosamente intercalada com puzzles, exploração e muitos desafios - objectivos que premeiam o esforço de quem se sente encorajado a percorrer o cenário de fio a pavio, palmilhando cada metro quadrado com a atenção de um olho de falcão à procura de mais uma relíquia ou artefato, entre outras pedras preciosas que aumentam a vossa pontuação (indispensável para os upgrades) e caveiras – faz-nos crer que Lara Croft é capaz de lidar ainda melhor com armas. Boas pontuações no final de cada nível premeiam novas armas, outras são encontradas à medida que avançam na aventura. Terão mais que uma dezena delas e podem a qualquer momento selecionar para o d-pad as que têm preferência.

O tradicional par de pistolas não consume munições. Podem disparar infinitamente. Já com as outras armas convém espreitar a quantidade de munições que restam quando não estão espalhadas recargas pelo cenário, não há upgrades ou ainda estão distantes de alcançarem alguns objectivos. No entanto uma boa parte do tempo gasto neste jogo é passado a combater. Cada vez que chegam a uma nova zona do cenário lá avança uma trupe de inimigos, alguns mais rasteiros e suaves de abater, outros poderosos, uma espécie de semi-bosses. Abatendo uns quantos, sobram sempre pequenos “packs” de munições e de energia.

Alguns vão achar que este Guardian of Light está menos difícil do que as aventuras regulares da protagonista. Em parte isso poderá ser verdade, mas também sucede que os produtores foram lúcidos ao terem encontrado um meio termo à medida que vão entrando novos e mais perigosos adversários. Lara como que fica transformada num Rambo.

Não sirva isto, porém, para vos inculcar a idéia que deste jogo apenas sobram áreas e áreas onde a ação impera. Por vezes toma controlo alguma rotina e repetição neste processo, e nem existe aqui “respawn” infinito de inimigos, apenas se nota que voltar atrás para devolver um objecto ou colocar uma esfera no sítio certo implica quase sempre um aceso confronto. Felizmente os inimigos atingem uma apreciável diversidade, consoante as áreas, sendo alguns deles bastante horrendos. Haverá tempo, inclusive, para voltar a combater o velho T-Rex, ainda que o processo de abate seja muito diferente daquele dado a conhecer em Tomb Raider. De todo o modo, os níveis oferecem um bom compromisso, longos, mas sempre bem equilibrados entre tempo gasto a combater, explorar (encontrar objectos e resolver muitos desafios) e resolver quebra-cabeças.

Nem a perspectiva isométrica, que a princípio terá deixado muitos fãs na dúvida sobre se dessa forma os produtores conseguiriam dar a volta ao esquema sem perder pelo caminho os atributos que tendem a marcar os jogos clássicos da série, implica uma diminuição ou limitação na construção dos cenários. Aliás, o aproveitamento feito pela Crystal Dynamics revela que houve dedicação e esforço para criar cenários distintos e convincentes, com labor, muitos detalhes, zonas de acesso inferior e superior onde salas escondem tesouros e pormenores colhem de surpresa. Assim que começarem a percorrer catacumbas e zonas interiores, até labirintos e mapas exteriores, de muitos templos Incas, darão conta desse esforço, em incluir muito daquilo que é “trademark” na série. O trabalho é notável e supera praticamente tudo o que é cenários para acção e exploração sob a perspectiva isométrica dentro da oferta para o XBLA.
'Lara Croft and the Guardian of Light' Screenshot 2

Lara não irá largar a corda, pois não?

As “leaderboards” têm um espaço de referência, agregando tempos despendidos em cada segmento e pontuações máximas. Infelizmente, por enquanto o jogo não permite que a aventura seja passada até ao final com mais outro colega em 

“co-op” via online. Se optarem por passar o jogo com mais alguém ao vosso lado terão como parceiro de aventura a personagem Totec, um nativo que utiliza um escudo para se defender. Juntos, Lara e Totec proporcionam um esquema de progressão bem distinto do utilizado em “singleplayer”; cada um tem uma habilidade para ajudar e salvar o colega em situações de aperto. Assim, com a ajuda de Totec, Lara pode subir para cima do escudo e saltar mais alto, mas também poderá utilizar o gancho para o socorrer e segurar se porventura e num acto menos reflectido o vosso colega cair em direcção à profundidade. Por outro lado Totec pode servir-se desse mesmo gancho para trepar até zonas superiores. Um verdadeiro trabalho de equipe.


Guardian of Light é um valor seguro nas aventuras do fim-do-mundo que habitualmente nos traz Lara Croft. Uma notável aventura, de boa duração; tempo gasto variável, consoante se dediquem à exploração ou sejam desembaraçados no percurso até à meta. O arco narrativo, por contraponto não dispara como noutros episódios, ainda que algumas cenas animadas mantenham o jogador preso e por dentro do espaço que percorre, com pontos altos e climax a reter. No entanto, o que é marcante neste jogo e encorajador no fluir da aventura é simplesmente o prazer de passar e desfrutar desta aventura. É um pequeno grande jogo. Tem acção, exploração, puzzles, muitos objectivos e objectos a encontrar por cenários vastos e só nos cabe rematar, acrescentando que Lara Croft continua bem protegida.